PÁGINA EM RECONSTRUÇÃO

 

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HISTÓRIA DE FORMOSA

 

Na década de 20 o povoado Formosa ainda não exista, tinham apenas algumas fazendas próximas umas das outras. Uma dessas fazendas denominava-se Formosa, pertencia ao Sr. Ângelo Reis.

Nessa fazenda encontravam-se a Casa Grande e uma igreja construída em 1888, tendo como padroeira Nossa Senhora da Guia. Essa igreja encontra-se até hoje (2015) em bom estado de conservação, junto a ela existe um cemitério. (ver imagem 1).

 

1 - Igreja N. S. da Guia – construída em 1888

 

A primeira missa foi celebrada pelo padre Otimbo. Depois, veio o padre Emílio, que vinha uma vez por ano. O terceiro padre foi padre Manuel, que vinha duas vezes ao ano.

Logo, chegou a família Alves de Monte Santo - BA, isso se deu, pois Pedro Alves casou com a filha de Ângelo Reis.

O nome dado a atual Formosa foi herança de uma antiga fazenda que se chamava Formosa, pertencente ao Senhor Ângelo Reis.

Diante de dúvidas a respeito do nome Formosa, o que restou foi descobrir a origem do nome da fazenda Formosa, o que consequentemente desvendaria esse nome. Mítica ou não, o fato é que a principal informação que se tem a respeito dessa busca é a seguinte: em uma das fazendas da família “Reis” certo dia chegou um padre (que não se tem informação do seu nome) que observou uma cacimba minadora que tinha nessa fazenda e ele se expressou da seguinte frase ao ver a água dessa cacimba: “Oh! Que água formosa”, foi daí que surgiu o nome “Formosa”.

 

A influência de Lampião na história de Formosa

 

Lampião, o rei do cangaço, com o intuito de se estabelecer em terras baianas, negociou algumas terras e animais com um integrante da família Reis – o Senhor Petronilo Reis, mais conhecido como Petro.

Suspeitando de traição, Lampião, numa noite de bastante violência, manda queimar todas as fazendas de Petro. Várias fazendas foram queimadas, inclusive animais.

Com medo, as outras pessoas das fazendas vizinhas refugiaram-se na caatinga por vários meses.

Por volta de 1933, para ter melhor segurança, os fazendeiros locais uniram-se e construíram casas umas próximas das outras, as margens do riacho Grande (atual Riacho Macururé).

Com o aumento dessa população sentiu-se a necessidade de comércio. Foi construído um barracão coberto de palhas de coqueiro. Nele eram vendidos, por Francisco Pereira e José de Souza Reis, vários produtos: feijão, farinha, rapadura, arroz, milho, pimenta-do-reino, etc. Foi construída também uma fábrica de confecção artesanal do caroá. (ver imagem 2)

 

2 – Ruínas da fábrica de confecção do caroá

 

A carne era vendida por Manoel Gregório. Tecidos eram vendidos por Deca Pacheco e Antônio dos Santos, ambos de Chorrochó-BA.

Quase todos os produtos eram trazidos de Canudos, Uauá e Bonfim de Vila Nova. Eram transportados por animais em comboios que duravam vários dias para chegar.

Com objetivo de facilitar o transporte de policiais, no combate aos cangaceiros de Lampião, em 1933, foi construída a primeira estrada passando em Formosa, com destino a Patamuté e a Várzea da Ema.

Ao mesmo tempo chegava o primeiro carro, um jipe pertencente a João Borges, residente em Uauá-BA. Nesse dia, muitas pessoas esconderam-se dentro da caatinga, pois nunca tinham visto algo tão barulhento e grande, pensavam que era um bicho destruidor, comedor de gente.

O primeiro professor foi Cornélio Araújo, que era pago pelos pais para ensinar somente aos filhos homens, pois as mulheres não tinham esse direito. Ensinava três meses em uma casa, depois mais três meses em outra.

Depois, em condições idênticas, foi o professor Antônio Luís.

A primeira professora pública foi Maria de Dindinho.

Em 1951, com o início da construção da BR 116 na região, Formosa começou a ser transferida para o local onde se encontra atualmente. A primeira casa foi construída por José de Souza Reis, sendo um hotel. (ver imagem 3)

 

3 – Primeira casa da “nova” Formosa

 

O segundo hotel pertencia a Manuel Gregório. Foram construídas algumas vendas e várias casas.

Em 1954, foi construído um barracão público coberto de telhas, reivindicado ao prefeito de Glória pelo tenente José Soares, nele eram vendidos vários produtos alimentícios, artefatos, etc. Nessa época Formosa pertencia ao município de Glória - BA.

A primeira professora pública da “nova Formosa” foi Ester, ela ensinava em um salão particular. Depois construíram um pequeno prédio público.

A primeira professora formada foi Waldecy Campos.

Em 1957 foi construída uma igreja pela comunidade. Tendo como padroeiro o Coração de Jesus. O encarregado foi José Pires Monte Santo.

O primeiro padre a celebrar missa nessa igreja foi padre Pedro em 1958.

A primeira loja que vendia tecidos e outros produtos, pertencia a João Joaquim de Santana.

Com a emancipação política de Macururé em 1962, Formosa passou a ser distrito de Macururé-BA.

O primeiro vereador do povoado foi João Joaquim de Santana em 1963. Em 1976, chegava ao cargo de vereador o Sr. Abdias Tomaz de Almeida. O terceiro vereador foi Francisco Ferreira Brito.

Em 1965, Formosa teve grande evolução, com a chegada da firma denominada ETM, encarregada de construir a nova BR 116. Com a saída desta firma em 1970, a comunidade voltou a caminhar a passos lentos.

Em 1967, chegava a Formosa o primeiro carro local, uma camionete Ford F100 modelo 61, pertencente a Manoel Dias da Costa.

Logo após José Pires Monte Santo trazia um outro carro Ford F100 modelo 64.

O primeiro aparelho de rádio, como também a primeira geladeira, pertenceram a José de Souza Reis.

Em 1971, o velho barracão era substituído, por um mercado de alvenaria e cobertura de telha. Foi colocada também iluminação pública a motor com postes de madeira.

Em 1976, foi construído um prédio com duas salas e também um açougue.

Em 1978, foi construído um posto de saúde de primeiros socorros, sendo a primeira enfermeira Maria de Fátima Campos (atuante no cargo até hoje).

Na década de 80 foi colocada nova iluminação pública elétrica com postes de cimento.

Em 1983, foi construído mais um prédio escolar bem mais moderno, com duas salas, banheiros, etc, para atender alunos até a quarta série do ensino fundamental.

Em 1985 a escola passou a trabalhar com turmas até a oitava série, sendo a primeira diretora Maria Amália Costa e vice-diretora Maria Edileuza Santana.

 

Atualidade

Hoje a antiga Formosa é chamada de Rua Velha, resta lá ainda um cruzeiro localizado no centro do antigo povoado, a igreja Nossa Senhora da Guia, Ruínas das casas que existiam e, ainda, há algumas casas que resistiram ao tempo e encontram-se resididas. (ver imagens 4 e 5).

No ano de 2013, a igreja Nossa Senhora da Guia foi recuperada pela comunidade e a partir daí vem se realizando desde então os festejos de Nossa Senhora da Guia, uma vez por ano.

 

4 - Cruzeiro que ficava no centro da antiga Formosa, construído por volta de 1933.

 

5 - Casa da antiga Formosa, construída por volta de 1933.

                                     

A atual Formosa encontra-se em fase de crescimento devido ao término da construção da BR 116 no fim da década de 90, várias casas foram construídas, restaurantes, borracharias, posto de combustível, etc. (ver imagem 7)

A fonte de renda da população cresceu bastante, aqueles que não são funcionários públicos ou aposentados trabalham direta ou indiretamente para os restaurantes ou outros serviços disponibilizados às margens da BR.

 

Meios de Transporte

 

Para que as pessoas da comunidade possam se locomover sentido capital ou para o norte extremo da Bahia existe ônibus da empresa Marte que viaja diariamente nesta rota. Se preferir pode-se utilizar as vãs de lotação até a cidade desejada ou então pegar carona nos muitos caminhões que passam constantemente no povoado.

 

Meios de comunicação

 

Em 1996, Formosa começou a evoluir na área da telefonia, passando a possuir um único telefone para atender os 134 habitantes existentes naquele ano.

Mesmo com um significativo 84% de crescimento populacional entre o período de 1996 e 2006, o povoado só tinha disponível um único telefone orelhão, posto pela operadora Telemar. Os moradores formosenses não possuíam linhas de telefones residenciais.

Em junho de 2011, Formosa continuava ainda não tendo a sua disposição nem telefones fixos e nem móveis, exceto alguns orelhões em péssimo estado de funcionamento da empresa OI, extensões de telefones fixos de linhas disponibilizadas em Várzea da Ema, (povoado vizinho), e sinal da operadora TIM, captado através de antena rural, vindo da vizinha cidade de Canudos. 

Em 2013, as antenas, por motivo desconhecido, deixaram de captar o sinal da operadora TIM, fato que persistiu até julho de 2015. Felizmente, o sinal voltou e está em perfeito funcionamento até os dias atuais (julho de 2015).

Em 2014, o povoado passou a possuir telefonia fixa.

Em relação ao rádio, é importante lembrar que o rádio apareceu na sociedade formosense na década de 1960, tornando-se o principal meio de comunicação da época. O Senhor Manoel Souza de Carvalho, foi considerado o primeiro morador a possui um rádio na Nova Formosa.

A primeira televisão da Nova Formosa pertenceu a Senhora Darcy Tertulina da Silva no final da década de 1980.

A população formosense dispunha até o final de 2014 de uma única rede de televisão implantada pela prefeitura municipal. Este sistema foi desativado.

Quase 100% das famílias do povoado possuem suas próprias antenas de transmissão de TV.

Veja no gráfico abaixo, a evolução na quantidade de famílias com televisores, entre o período de 1989 a 2006.

A internet passou a fazer parte da realidade formosense a partir de 2011. A DEL NET passou a fornecer internet particular. 

Além disso, há um telecentro comunitário nas dependências do Colégio Municipal Ruy Barbosa que disponibiliza acesso gratuito a toda comunidade ao longo do dia. Porém, deste de 2014, o Telecento encontra-se desativado por questões contratuais.

 

Saúde

 

Igualmente a maior parte território nacional, Formosa tem precariedade em relação à saúde.

Com relação à saúde, existe um posto de saúde em funcionamento, porém, não dispõe de profissionais especializados diariamente, quando funciona é apenas uma ou duas vezes por semana um PSF (Programa Saúde da Família), apenas para consultas simples. O mesmo conta com uma ótima estrutura física.

Quando as pessoas necessitam de um atendimento mais complexo é necessário procurar hospitais na sede ou em outros municípios, geralmente, Canudos e Euclides da Cunha.

 

Educação

 

No inicio da década de 1950, pouco depois da fundação da Nova Formosa, começa a aparecer os seus primeiros professores. Ester Esteves da Silva foi à primeira professora, ela alfabetizava os seus alunos em um salão pertencente a José de Souza Reis (seu Dedé), espaço onde atualmente localiza-se a residência da Senhora Maria José dos Santos, conhecida por Mazé de Paulo.

A primeira escola municipal foi construída no final da década de 1960, tendo Darcy Tertulina da Silva como primeira professora. Essa escola acabou recebendo o nome de João Paulo II.

Nas décadas de 1970 e 1980, foram construídas as escolas estaduais João Joaquim de Santana e Monteiro Lobato, sendo que anos mais tarde esta primeira passou a se chamar Eraldo Tinoco e a segunda, passando a se chamar Ana Nery.

Cabe lembrar que mesmo havendo mudanças nos respectivos nomes, a escola Monteiro Lobato manteve-se do Estado por vários anos. Em relação à escola João Joaquim de Santana houve mudanças de estadual para municipal, mas precisamente depois de ser reconhecida como Ana Nery.

É importante destacar que todas essas escolas citadas sempre funcionaram a nível primário e hoje elas encontram-se municipalizadas e algumas desativadas.

 

Importante fase educacional

 

Durante vários anos obtendo apenas o ensino primário, em 1986, Formosa passa há ter o ensino de 5ª série, dando sequência a 6ª, 7ª e 8ª série, entre os anos de 1987 e 1989, respectivamente.

No principio chegaram a serem matriculados 34 alunos, turma com a qual concluiu esse ensino em 1989, um total de 11 concluintes, um importante avanço na educação formosense.

Quando foi implantada a 5ª série em Formosa, a escola recebia o nome de Escola Senecista de Formosa, no ano seguinte passou a ser chamada de Escola Municipal Ruy Barbosa.

No primeiro ano, os alunos estudavam no espaço da Escola Eraldo Tinoco e no ano seguinte os mesmos passaram a estudar na nova escola que tinha sido construída. Também foi na mesma época que começaram a aparecer os primeiros universitários da Formosa.

 

A Revolução da educação formosense

 

A verdadeira revolução educacional na Formosa foi inserida a partir de 1997, quando foram abertos novos horizontes para que evoluíssem os níveis de ensino do povoado. Desde o transporte escolar para a sede do município, ingresso ao ensino superior, abertura de cursos de Alfabetização de Jovens e Adultos (Aja Bahia) até a fundação do núcleo de ensino médio em Formosa; transformaram os altíssimos percentuais de analfabetos em significativos níveis médios e superiores.

Temos em funcionamento dentro povoado 2 escolas municipais e 1 extensão estadual. Além da Escola Municipal Castelo Branco situada na Fazenda Santo Antônio.

O ensino do pré ao 5º ano é conduzido pela Escola Municipal Ana Nery. O ensino de 6º ano a 8ª série é de responsabilidade do Colégio Municipal Ruy Barbosa, e o 2º grau é administrado pela extensão do Colégio Estadual de Macururé.
Programas como o TOPA e outros também são executados na comunidade.

 

Violência e segurança

 

Ainda não existe em Formosa policiamento, no entanto, não existem casos graves de violência.

Por está localizado às margens de uma BR e não ter policiamento torna-se um local inseguro. Necessita-se urgentemente de pelo menos um posto policial.

Enfim, Formosa ainda tem muita história pra contar e muito a crescer.

A história completa será lançada em um livro escrito pelo Geógrafo Jean Fagner da Silva.

 

HISTÓRIA DE FORMOSA

COMENTÁRIOS

20/08/2012 20:27

VISITE FORMOSA!!!