A decisão de não interromper uma gravidez, como exigia o amante, custou a vida de uma mulher

31/05/2012 08:18

imagem ilustrativa

 

A decisão de não interromper uma gravidez, como exigia o amante Vinícius dos Reis Pereira, 27 anos, custou a vida de Gisele Cordeiro Reis, atraída por ele para um motel, em Alagoinhas, e assassinada por asfixia. Com prisão preventiva decretada pela Justiça, Vinicius apresentou-se na Delegacia de Rio Real, acompanhado de um advogado, na segunda-feira (28), quando o mandado judicial foi cumprido.

Noivo de outra mulher, Vinicius matou Gisele com as próprias mãos e, em seguida, enterrou o corpo no quintal da casa onde mora com os pais, em Alagoinhas. Gisele desapareceu após sair da loja onde trabalhava para encontra-se com o amante, de quem estava grávida de quatro meses.  A ausência dela no trabalho e em casa, no dia seguinte, preocupou os familiares que acionaram a polícia.

Segundo o delegado Jobson Lucas Marques, coordenador da 2ª Coorpin (Coordenadoria Regional de Polícia do Interior/Alagoinhas), Vinicius chegou a forjar uma carta com a assinatura da vítima, declarando estar grávida de outro homem. Depois de asfixiar Gisele, o homicida escondeu o corpo na mala do carro e seguiu para enterra-lo no quintal, fugindo depois para cidade de Rio Real.

Uma equipe coordenada pelos delegados Flávio Augusto de Andrade Góis, titular da 1ª Delegacia Territorial (DT) de Alagoinhas, e pela delegada plantonista Rita de Cássia Magalhães Batista, esteve na casa dos pais de Vinicius, constatando que havia terra remexida no quintal. O corpo resgatado foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Vinícius dos Reis Pereira ficará custodiado no Complexo Policial de Alagoinhas à disposição da Justiça Criminal. Ele vai responder por homicídio triplamente qualificado e se condenado poderá pegar até 30 anos de prisão.

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