Ayrton Senna vence disputa com Lula na segunda eliminatória do programa

09/08/2012 10:22

Na noite desta quarta, 8 de agosto, Carlos Nascimento comandou mais uma eliminatória de O Maior Brasileiro de Todos os Tempos. De um lado, Ayrton Senna, representado no programa por seu preparador físico e mental, Nuno Cobra, do outro, Lula, que teve como embaixador o jornalista, político e escritor Fernando Morais.

Após uma semana de votação aberta pela internet e via SMS, Ayrton Senna venceu o confronto com 63,6% dos votos e se tornou o segundo semifinalista para o posto de O Maior Brasileiro de Todos os Tempos.

O ganhador desta semana irá disputar com Chico Xavier uma das semifinais.

CONHEÇA A TRAJETÓRIA DE AYRTON SENNA

Como alguém num esporte individual conseguiu unir um povo em torno de sua imagem?

Sozinho, dentro do cockpit apertado, Senna conquistou o coração dos fãs com sua garra e coragem. E se tornou um dos exemplos mais positivos do que é ser brasileiro.

A maior parte da sua carreira foi no exterior. Suas equipes eram estrangeiras. Mas, Ayrton Senna fazia questão de lembrar que era do Brasil. Suas conquistas eram compartilhadas com o público e se tornavam vitórias nacionais.

A coragem com que ele enfrentava os desafios nas pistas inspira até hoje não só esportistas como profissionais das mais variadas áreas.
 


Senna fazia questão de mostrar que, além de talento, tinha muita dedicação ao seu trabalho. Com isso, ele mostrava que um gênio realmente era feito com 1% de inspiração e 99% de transpiração. Suas vitórias não eram um acaso: ele trabalhava duro para isso.

Muito mais do que uma distração, ver Senna ganhar uma corrida era ter um motivo para festejar, uma folga dos problemas nos finais de semana. E para um país que passava por graves crises, isso era um alívio.

Corajoso, competente, competitivo e vitorioso. Com todos esses atributos, Senna se tornou uma inspiração para muitos brasileiros dentro e fora das pistas!

LINHA DO TEMPO


Em 1960, o Brasil ganhou dois campeões mundiais. Um, já estava na ativa: era o boxeador Éder Jofre, grande orgulho do nosso esporte. O outro acabava de nascer: Ayrton Senna da Silva, um piloto que ultrapassou todos os limites e se tornou um herói do Brasil.

Em 1964, foi dada a largada: o pequeno Ayrton ganhou um kart feito a partir de um cortador de grama pelo seu pai.

Ele ainda era uma criança, mas já reclamava que o kart era muito lento. Quando ganhou um de verdade foi treinar no kartódromo de Interlagos. Ayrton tinha só oito anos, mas já começava a entender tudo de carros.

Em 1974, o adolescente Ayrton conquistava o Paulista de Kart Júnior. Este foi apenas o primeiro de vários títulos. Em seis anos, ele se tornou campeão de quase todas as categorias nacionais e chegou ao vice-campeonato mundial de kart.

Já com 21 anos, em 1981, Senna viveu três temporadas vitoriosas por toda a Europa.

Até 1984, só os especialistas e os mais fanáticos tinham ouvido falar de Ayrton Senna. Mas, a partir do GP de Mônaco, o estreante começou a se tornar uma lenda.

O Brasil era o favorito na Copa de 86, no México. Mas, a França acabou com o sonho do tetra. Um dia depois, em Detroit, Estados Unidos,  Senna restaurou o orgulho esportivo brasileiro. Ele ultrapassou os franceses Lafitte e Prost, ganhou a corrida, assumiu a liderança do campeonato e fez um gesto que se tornou uma das suas marcas registradas: deu a volta da vitória com a Bandeira do Brasil!

Em 1988, Senna fechou seu primeiro contrato com uma grande equipe: a McLaren. Foi um ano incrível que culminou na conquista do seu primeiro título na Fórmula 1!


Em 1989, explodiu a polêmica entre Senna e Prost. Na disputa pelo título, os dois bateram. E Prost levou a melhor.

1990 foi o ano do troco. Depois de marcar 10 poles, vencer seis corridas e tirar Prost da pista, Senna se tornou bicampeão mundial.

Em 1991, os jornais traziam notícias sobre greves, violência, crises políticas e econômicas. Mas, nos finais de semana, era diferente. Senna era a manchete com suas poles e vitórias. E em Interlagos, ele levou os fãs da angústia ao delírio numa corrida histórica.

A poucas voltas do final, tudo parecia bem. Até que as marchas começaram a falhar, uma a uma. No limite das suas forças, ele insistiu, continuou a acelerar e venceu seu primeiro GP do Brasil. Um sonho pessoal que se tornou um orgulho nacional. No final do mesmo ano, Senna conquistou seu tricampeonato mundial de automobilismo.

Dois anos depois, em 1993, Senna não estava tão bem no campeonato. Mas, toda a torcida de Interlagos era pra ele. Novamente, o francês Alain Prost estava na frente. Veio a chuva, provocando acidentes. E Senna, contra todas as apostas, assumiu a liderança. Quando ele cruzou a linha de chegada, os brasileiros foram à loucura, invadiram a pista e carregaram seu herói nos braços.

Para Senna, 1994 seria o ano da recuperação. Ele tinha conquistado todas as poles, mas ainda não tinha vencido uma corrida. Poderia ter sido sua primeira vitória da temporada. Mas, de repente, a curva, o destino. Um país de luto.

Muito mais do que perder um piloto talentoso, o povo chorou por um ídolo que tinha orgulho de ser brasileiro. Um dos maiores de todos os tempos.

 

Fonte: sbt.com

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