Bancos Cruzeiro do Sul e Prosper são fechados com grande calote aos clientes

15/09/2012 11:23

A dívida estimada do Banco Cruzeiro do Sul é de R$ 1,6 bilhão e, sem condições para garantir o pagamento, levou o Banco Central a determinar o fim da instituição financeira, atendendo recomendação do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que estava como responsável pela gestão desde quando decretada a sua intervenção, no início de junho. Todas as negociações que envolveram outros interessados, como o Bradesco e o Santander, não foram adiante, após constatado um rombo de R$ 2,3 bilhões nas contas, que teria um deságio em torno de 60% para a venda. O Cruzeiro do Sul, controlado pela família carioca Índio da Costa, trabalhava nas áreas do crédito consignado e na oferta de empréstimos de curto prazo a empresas atreladas a recebíveis, com uma carteira de financiamentos totalizando R$ 7,6 bilhões até março de 2012. Já o Prosper, braço financeiro do Grupo Peixoto de Castro, estava há 28 anos no mercado e em dezembro do ano passado teria vendido 88,7% de seu controle ao Cruzeiro do Sul, porém a operação foi negada pelo BC. Esta foi a maior quebra de banco no Brasil desde 2002.

 

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