Dançarinos do Fantasmão são acusados de estupro em Aracaju (SE)

10/08/2012 19:24
Dançarinos do Fantasmão são acusados de estupro
 
Pelo visto, Aracaju vai ficar com trauma das bandas baianas que passaram por lá no último final de semana, causando o terror. Primeiro foi o grupo A Bronkka, liderado pelo cantor Igor Kannário, que foi acusado de vandalismo e agressão pelo Hotel River Side. Mas a polícia sergipana teve mais uma dor de cabeça supostamente ocasionada por uma segunda banda da Bahia. Quem também está dando o que falar na cidade é a banda Fantasmão.

Um boletim de ocorrência foi registrado contra dois dançarinos da banda, sob acusação de estupro. Luci Bernardo dos Santos, camareira do Hotel Tropical, prestou queixa contra os pagodeiros Filipe Leoás Máximo Sousa e Edilton Oliveira Sousa, que teriam tentado abusar sexualmente dela.
 

Uma equipe de reportagem do Portal Infonet esteve na residência da funcionária nesta quinta-feira (9) e conversou com a mulher sobre o ocorrido. Com detalhes, ela contou que os jovens chegaram a baixar as calças a fim de concretizar o abuso. “Eu estava limpando o banheiro e eles entraram pedindo para eu ir arrumar o quarto. Eram umas 15h, pois o hóspede tinha saído para o almoço. Eles queriam que eu fosse arrumar o quarto deles e eu expliquei que já tinha feito isso, mas eles queriam que eu fosse de novo. Eu respondi que não podia, mas que ia falar com a administração, foi quando eles apagaram a luz e eu perguntei o que era aquilo e quando me virei os dois tinham baixado as bermudas de tactel brancas e estavam alterados, partindo para cima de mim”, relata a camareira que, segundo ela, só não foi estuprada porque ameaçou gritar, assustando os rapazes.

 

“Pedi pelo amor de Deus que não fizessem nada comigo, pensava em mim, nos meus filhos, no meu marido, na minha família e disse que ia gritar. Eles saíram e trancaram a porta do quarto por fora. Pelo telefone do quarto eu liguei para a recepção e comuniquei que os dois hóspedes queriam me estuprar, disse que estava trancada e em seguida liguei para a polícia”, afirma.
 
“Eu não consigo tirar aquela cena da minha cabeça e o meu pedido aos órgãos públicos do meu estado é que tomem providências para que esses cantores não venham trazer tanta desgraça”, afirmou, cabisbaixa, com um filho no colo e o outro ao lado.
 
Por telefone, o produtor da banda de pagode Fantasmão, Franco Daniele, falou com a publicação e informou que conversou com os dançarinos, com os policiais e com a camareira para saber o que aconteceu. “Eu fiz questão de ficar até o domingo no hotel esperando ela chegar para ouvir a versão dela, pois os dançarinos contaram que jamais tentaram agarrá-la e que não estavam excitados. Eles contaram que ela e outra colega ficaram tirando ‘leras’ com eles, dizendo que são bonitões, mas que nem encostaram nelas. Eu sou policial civil concursado em Sergipe e fui o primeiro a dizer a ela que ficasse à vontade para chamar a polícia, ela também não me disse que eles tinham tirado as bermudas. Um deles está na banda há três anos e nunca tivemos problemas”, garante.
 
 
DEFESA DOS DANÇARINOS
 
 
A banda de pagode Fantasmão divulgou, nesta sexta-feira (10), nota de esclarecimento sobre as denúncias feitas por uma camareira do Hotel Tropical, em Aracaju. A funcionária disse que dois dançarinos da banda teriam tentado abusar sexualmente dela. De acordo com o informativo do grupo, “em tempo algum houve atos de abuso sexual, contato físico e nem tampouco diálogo malicioso”. Confira a nota na íntegra: 
 
“A banda Fantasmão, por meio desta, vem esclarecer sobre os fatos noticiados nas últimas 24 horas em relação às acusações de atentado de abuso sexual, ocorridas na cidade de Aracaju-SE, durante estadia do grupo no último sábado (4 de agosto). A produção da banda reitera que esteve hospedada até o período previsto e realizou o check-out por volta das 9 horas da manhã do domingo (5), conforme planejado. E que, o empresário da banda permaneceu hospedado no hotel até a segunda-feira (6), afim de, esclarecer com a funcionária as informações mencionadas pela mesma, que em momento algum, foi colocado os fatos por ela noticiado pela imprensa. E, em conversa com os dançarinos envolvidos, ficou mais uma vez claro que não passou de um diálogo com a porta aberta, onde os mesmos solicitaram que o quarto que eles estavam hospedados fosse arrumado. E no momento, a camareira informou que não poderia realizar tal serviço sem o consentimento da recepção. Vale ressaltar, que a banda durante esses seis anos de formada nunca passou por situações constrangedoras e nem vexatórias, frisa o empresário. Mais uma vez, os dois dançarinos deixam claro que em tempo algum houve atos de abuso sexual, contato físico e nem tampouco diálogo malicioso, conforme relatado pela funcionária do Hotel Tropical, Luci Bernardo dos Santos.”
 
Fonte: Bahia Notícias

 

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