Defesa diz que Bruno tinha caso homossexual com Macarrão

09/07/2012 22:30

Uma carta escrita pelo goleiro Bruno Fernandes para o amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, foi divulgada pela revista Veja desta semana. No texto, o jogador fala ao amigo sobre um plano B. O objetivo seria fazer Macarrão assumir sozinho a culpa pela morte de Eliza Samudio e livrar o goleiro.

"Maka, eu não sei como dizer isso, mas conversei muito com os nossos advogados e eles chegaram a uma conclusão devido aos últimos acontecimentos e descobertas sobre o processo e investigações. Nós conversamos muito e eles acham que a melhor forma para resolvermos isso é usando o plano B", diz a carta.

O texto foi submetido a dois peritos que confirmaram a autenticidade da letra. Caso assumisse a culpa, Bruno pagaria todas despesas do amigo, incluindo o sustento da família e gastos com advogados.

Porém, ao site da Veja, o advogado de Bruno, Rui Pimenta Caldas, disse que o teor do texto está mais próximo do término de um relacionamento amoroso entre eles. Ainda de acordo com a revista, Pimenta tenta sustentar a versão de que o crime foi planejado por Macarrão. A motivação seria ciúmes do jogador.

"Naturalmente, pela masculinidade dele, um gladiador, eu entendo que o relacionamento entre eles existia. Eu levo a carta para esse lado, ele queria terminar essa relação", disse Pimenta ao jornal O Estado de S. Paulo. Eliza, segundo o advogado, foi morta sem o consentimento do goleiro.


Bruno está preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG)

Para o advogado José Arteiro Cavalcante Lima, que representa a mãe de Eliza e atua junto ao Ministério Público de Minas Gerais, a versão sobre o “amor homossexual” é apenas um jogo de cena e ajudaria a sustentar a tese que Macarrão agiu sozinho.

"Os advogados de defesa estão se articulando na tentativa de fazer de Bruno um bom moço e do Macarrão um monstro, que agiu sozinho, em nome de um amor homossexual", afimou Arteiro ao site da Veja.

Dois anos de desaparecimento
O desaparecimento de Eliza completou dois anos em junho. Além de Bruno, há sete réus no processo, que acumula 44 volumes e um amontoado de páginas. A modelo teve um relacionamento com o atleta e dizia que o filho dela era do goleiro.

A Polícia Civil acredita que, a mando de Bruno, Eliza foi morta em junho de 2010. O corpo ainda não foi encontrado. Bruno e mais dois réus estão presos em Minas Gerais. O goleiro, que vivia um dos melhores momentos da carreira jogando pelo Flamengo, foi detido em julho de 2010 sob acusação de homicídio.

O amigo dele, Macarrão, e o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido, segundo a polícia, como Bola, também aguardam o processo atrás das grades. O quarto acusado diretamente por homicídio é Sérgio Rosa Sales, que responde em liberdade.

Sequestro e morte
Para a polícia, Eliza foi sequestrada com o filho no Rio de Janeiro antes de ser morta em Minas Gerais no dia 9 de junho. De acordo com o inquérito, funcionários e amigos de Bruno, a ex-mulher e outra ex-namorada tiveram contato com a modelo e com o bebê.

Os advogados de defesa negam a autoria dos crimes imputados pela polícia, denunciados pelo Ministério Público Estadual e pronunciados pela juíza Marixa Fabiane Rodrigues Lopes, presidente do I Tribunal do Júri de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

 

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