JOSÉ CLÁUDIO DESABAFA APÓS INJUSTIÇA

03/02/2015 02:24

Na última quinta-feira (29), após denúncia, as Coordenadorias de Polícia Civil de Paulo Afonso e Euclides da Cunha, juntamente com a Cipe-Caatinga (Polícia Militar) cumpriram no Povoado Formosa, município de Macururé-BA, Mandados de Busca e Apreensão expedidos pelo Dr Adriano Vieira de Almeida, juiz Substituto da Comarca de Chorrochó.

Foram autuados pelo Delegado de Polícia Civil, Ítalo Bruno, quatro pessoas, 2 por receptação e 2 por posse irregular de arma de fogo e munições.

O comerciante José Cláudio dos Santos foi uma das pessoas autuadas nesta operação por receptação, venda e armazenamento irregular de remédios e fogos de artifício. Clique aqui e reveja a matéria.

A denúncia feita contra o comerciante alegava que ele tinha, entre outras coisas, armas e drogas. Porém, não foi encontrada nenhuma arma e nem drogas.

 

Confira, abaixo, o desabafo de José Claúdio.

 

Eu, José Cláudio, residente do município de Macururé, procuro este meio de comunicação para falar das acusações gravíssimas a meu respeito.

Nesta quinta-feira, 29 de janeiro de 2015, por volta das 05h30min da manhã acordei com batidas fortíssimas na porta da minha residência, mandando eu abrir que era polícia. Cheguei a pensar que fosse uma brincadeira de mau gosto, mas eles batiam forte e gritando que ia arrombar a porta e que a casa estava cercada. Enquanto eu vestia um short, gritei que já estava indo. Ao abrir uma das janelas, já dei de cara com os policiais da Caatinga apontando-me suas armas pedindo pra que eu ficasse virado para a parede de joelhos e mãos pra cima, minha esposa estava ao meu lado e eles dizendo que nós já sabíamos o que eles estavam procurando ali, nós dizíamos que não, enquanto eles diziam que sabíamos sim. Confirmava meu nome e até a cor da casa e que entregasse logo todas as armas pesadas e as drogas que aqui estavam. Era inacreditável está ouvindo aquilo, então pedir que eles revistassem a casa.

Eles, já com minha esposa, apresentaram o mandado de busca expedido pelo juiz, ao sabermos que eram realmente policiais em busca de armas e drogas, pelo qual fui denunciado, eu e minha esposa ficamos tranqüilos, porém bastante indignados.

Minha filha de apenas seis meses estava acordada e meu filho de seis anos deitado, chorando, não tinha reação para levantar.

Enquanto dois revistavam a casa minuciosamente, minha cunhada chegou e pediu pra entrar e pegar as crianças, graças a Deus eles consentiram, pois meu filho estava muito assustado.

Não encontrando nada em minha residência, foram procurar no mercadinho e no depósito, mais uma vez não encontraram o que de fato eles estavam em busca.

Não encontrando nada, então levaram comprimidos, xaropes, enfim todos os remédios ali encontrados, dizendo que não se pode vender remédios em mercadinhos, só em farmácias. Fiquei surpreso, até mesmo porque moramos em uma comunidade carente deste recurso, então quando as pessoas sentem dores de cabeça, tosses, recorrem aos mercadinhos, uma vez que moramos distantes das cidades que dispõem de farmácias. Ficará muito difícil quando alguém sentir algo que sabe que comprimido tal vai resolver, pois terá que se deslocar a uma longa distância, sem contar que muitos têm dificuldades enormes de transporte.

Eu não tinha conhecimento de tais proibições, assim como as dos fogos e bombas usadas em festejos juninos, uma vez que é comum encontrar remédios e fogos em prateleiras de mercados de nossa região. Diante disso achei que não era proibido.

Ainda levaram todos os litros de óleos lubrificantes alegando serem muito para um lugar tão pequeno. Porém a empresa só vende óleo em caixa, ou seja, em grande quantidade, e não é só de um tipo, por isso havia uma boa quantidade. Tinha caixa que nem minha era, pertencia a outra pessoa, inclusive ela também tem as notas. Já pedir a 2ª via das notas, as quais apresentarei à justiça.

Juntamente com esses materiais, levaram também o dinheiro, achando ser fruto da ilegalidade, expliquei que banco aqui perto só em Chorrochó ou Euclides da Cunha, então não tem como fazer depósitos todos os dias, porém isso não foi levado em conta pela polícia.

A denúncia foi feita e não foi comprovada, mesmo assim, ainda liberaram fotos da gente para serem expostas nos sites e nas redes sociais, expondo nossa imagem e nos colocando em risco, é lamentável.

Aqui deixo meu desabafo indignado pelas injustiças, pois as acusações que foram feitas a meu respeito são horrorizantes: que tenho armas pesadas, drogas, que vivo aterrorizando na pista, enfim são muitas coisas.

Mantenho-me forte por acreditar que as pessoas me conhecem, sabem do meu caráter, minha dignidade, pois tudo que tenho é fruto de 20 anos de trabalho honesto. Sou um cidadão de bem, nunca tive inimizade com ninguém, não tenho passagem pela polícia e agora me ver num terror desses.

Quero nesse momento agradecer a todos os meus amigos que por nomes serão muitos que estiveram do meu lado me dando força, se dispondo para qualquer necessidade. Agradeço a todos, as pessoas que acreditaram e acreditam na minha inocência, dispondo de advogados para minha defesa, meu muito obrigado.

E a quem fez a denúncia infundada, mais cedo ou mais tarde irá provar da justiça de Deus. É anjo do mau, porque é isso que você é pra levantar um falso testemunho desse tipo, é ser mau caráter. Se tem inveja de minhas boas amizades, de meu caráter, de minha dignidade, deixe de pensar em fazer o mau aos outros e vá fazer o bem. Se quer chegar onde eu estou, vá trabalhar com dignidade, pois o mundo é para todos.

 

Muitas pessoas da comunidade que conhecem José Cláudio e os outros denunciados ficaram surpresas com o ocorrido. “Conheço os meninos desde crianças e não acredito que estejam envolvidos com algum crime”, afirma um formosense.

“Pelo tamanho da operação, talvez nunca vista no município de Macururé, com mais de 20 policiais e 6 viaturas, parecia que estavam prendendo os mais perigosos bandidos do Brasil. Foi uma operação muito grande pra apreender tão pouca coisa”, disse um morador local.

 

Portal Formosa,seu portal de notícias