Mãe tem o olho arrancado, seios dilacerados e o dedo comido pelo próprio filho

01/10/2012 11:38


No início da noite de ontem (27) um adolescente de 16 anos foi flagrado por policiais da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, no momento em que após ter ferido a mãe gravemente estava comendo um dos dedos dela que ainda estava viva.
O fato ocorreu no município de Nova Iguaçu, quando PM ao verificarem informações de que um jovem havia agredido a própria mãe, invadiram um quarto e encontraram mãe filhos nus. A mulher estava bastante ferida, com pernas e seios dilacerados e com um dos olhos perfurados e o outro pendurado junto a face. O filho, que havia cometido as agressões estava sobre a mãe, segundo depoimentos dos policiais, comendo, literalmente, um dos dedos da vítima que ainda agonizava.
De acordo com o delegado, o rapaz foi apreendido e encaminhado para uma instituição para recuperação de menores. Caso seja comprovado que ele tem problemas mentais, como foi dito pela mãe aos PMs, ele deve ser internado pelo Estado em uma clínica psiquiátrica, onde pode permanecer até completar 21 anos.
O caso foi encaminhado para a delegacia da área de Comendador Soares (56ª DP).

Mãe é internada em estado grave
Segundo testemunhas, o jovem fugiu de casa por volta das 20h. A mãe foi atrás dele e o localizou em um quarto abandonado, onde ocorreram as agressões. Vizinhos ouviram os gritos e chamaram a polícia.
Cristiane dos Santos Simplício, de 30 anos (foto), foi levada para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, onde permanece internada em estado grave.

Dependência química
Psiquiatras que analisaram o caso disseram que esse tipo de ataque é raro entre portadores de doença mental. Para especialistas, também é possível que o rapaz seja dependente químico. O psiquiatra Miguel Chalub diz que as mães costumam ser os alvos mais comuns.
“Quando um doente mental comete uma violência, ele não sai pela rua agredindo as pessoas. Não é assim que acontece. Ele vai agredir aquelas pessoas que têm contato com ele, pois são as pessoas que reprimem, que controlam, são as pessoas que exigem e não compreendem as coisas. Eles acabam agredindo como se fosse um ato de libertação, para se livrar um pouco da opressão, do controle que estão sendo vítimas. E a mãe, quase sempre, é a que mais faz esse papel”, disse o psiquiatra.

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