MEC aprova curso de Medicina em Paulo Afonso

08/06/2012 18:04

Até o final de 2013 todas as vagas já devem estar implantadas


As universidades públicas federais e instituições particulares de educação superior vão oferecer mais 2.415 vagas em cursos de medicina a partir do segundo semestre deste ano. A expansão autorizada pelo Ministério da Educação contempla todas as regiões do país. Nas instituições superiores do Norte e Nordeste serão abertas 1.365 vagas.

Em universidades públicas federais, a expansão da oferta do ensino de medicina prevê a abertura de 1.615 vagas, sendo 1.040 em 18 novos cursos em 12 estados. Recentemente criadas, as universidades federais do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), do Sul da Bahia (UFSBA) e do Oeste da Bahia (Ufoba) vão ofertar 220 vagas. Os cursos já existentes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste terão 355 vagas. Outras 800 vagas serão abertas em nove instituições particulares.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou em entrevista coletiva concedida na tarde desta terça-feira, 5, que a qualidade na expansão do número de vagas será acompanhada pelo governo federal. “Nosso esforço é ampliar com qualidade a quantidade de vagas em cursos de medicina. Não estamos com pressa, queremos fazer bem feito”, disse.

Sobre a concentração das novas vagas nas regiões Norte e Nordeste, o ministro destacou que este é um esforço que precisa ser complementado com ações que mantenham os médicos em suas localidades de formação. “Há uma dispersão muito grande quando analisamos médicos e vagas. Não basta apenas uma política de desconcentração, mas para fixação”, explicou.

Até o final de 2013 todas as vagas já devem estar implantadas. Em relação a Paulo Afonso, os deputados petistas Josias Gomes e Paulo Rangel, federal e estadual respectivamente, tiveram papel decisivo junto ao Ministro Aloísio Mercadante na apresentação de condicionalidades que influenciaram na aprovação do curso para o município.  Entre as garantias dadas à Univasf, e que favoreceram ao projeto, destacam-se as da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), que está doando o prédio onde funcionou o hotel da empresa, para servir de residência universitária, e, ainda, o Hospital Nair Alves de Sousa. Já a Prefeitura de Paulo Afonso está prometendo 10 anos de isenção do IPTU, podendo inclusive prorrogar o prazo, além da construção do restaurante universitário com capacidade para 500 refeições.

Em recente declaração, o prefeito de Paulo Afonso, Anilton Bastos, avaliou que o futuro campus pode se transformar “num pólo de excelência, servindo a mais de um milhão de pessoas, em municípios – a maioria, pequenos – dos quatro estados, o que, por si, justifica plenamente o investimento”.

Da mesma forma pensa o deputado estadual Paulo Rangel, do PT baiano, que forma entre os que historicamente vêm lutando em favor do campus em Paulo Afonso: “temos certeza de que estamos lutando, mais do que por um campus para o município, mas, na verdade, na busca da concretização de uma tese, que é a da interiorização do ensino superior público de qualidade”.

 

Agência de Notícias de Paulo Afonso (ANPA) escrito por Luiz Brito com informação do MEC

Deixe seu comentário

Nenhum comentário foi encontrado.

Novo comentário