Pauloafonsino volta a ouvir depois de mais de vinte anos de surdez

18/04/2012 18:33

 


O pauloafonsino Edvaldo Silva, ex-aluno do Colepa, voltou a ouvir após implante coclear em São Paulo. Edvaldo havia perdido a audição em acidente automobilístico na nossa cidade.
 
O implante coclear foi desenvolvido na Universidade de Melbourne, Austrália, na década de 80, e representou uma revolução no tratamento da surdez. O implante coclear, conhecido popularmente como "ouvido biônico", é uma prótese computadorizada inserida cirurgicamente no ouvido interno, que substitui parcialmente as funções da cóclea, transformando energia sonora em sinais elétricos. Estes sinais são codificados e enviados ao cortex cerebral.
 
A cóclea é um órgão do sistema auditivo, em forma de caracol, que é responsável por transformar o estímulo mecânico do som em um estímulo elétrico que é encaminhado para o cérebro para ser reconhecido. Com o implante, as células ciliadas danificadas são substituídas pelo aparelho.
 
No Brasil, o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC), da Universidade de São Paulo (USP), foi pioneiro na realização do implante coclear, em 1990. Atualmente, existem cinco centros de referência na área no país e mais de 70 mil pacientes usando implantes em todo o mundo.
 
A vida útil do implante é de 100 anos. "O implanante tem dois componentes; um interno, composto por um grupo de eletrodos e um aparelho receptor e um externo composto de um microfone, processador de fala, um codificador e um transmissor. A comunicação entre os componentes externo e interno é realizada através de ondas de rádio FM transmitidas pela pele intacta (pericutâneo). Neste último, existe um imã no componente interrno para fixar o componente externo acima deles".
 
O processo cirúrgico é chamado otológica. "A cirurgia para o implante tem duração média de 2 horas, onde o paciente recebe anestesia geral. Faz-se uma pequena incisão de 3cm atrás da orelha, onde é inserido o componente interno do IC (implante coclear). Os riscos são pequenos e semelhantes a uma cirurgia otológica comum", explica Paulo Porto.
 
Para o otorrinolaringologista, "o implante devolve a confiança ao paciente e a  possibilidade de se relacionar novamente com as pessoas. Traz a possibilidade de retornar ao trabalho ou de simplesmente 'ouvir o barulho do mar' ou 'a chuva'".