“Não havia a menor condição psicológica para se fazer a prova 2h30 depois(...)"

01/02/2012 21:01

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Todos os candidatos que concorreram às vagas para professores de física e química no processo seletivo realizado no último domingo, 29, terão de refazer as provas no dia 11 de fevereiro. A decisão, que deverá atingir aproximadamente 1,2 mil candidatos, foi definida pela Secretaria de Educação (SEC) por conta do atraso da Consultec, responsável pela organização da seleção, na distribuição das provas no Colégio Polivalente do Cabula, onde aproximadamente 500 pessoas iriam realizar as provas.

As provas para as vagas em física serão refeitas em 28 cidades, enquanto as vagas em química serão em 27 cidades. Depois de consultar a Procuradoria Geral do Estado (PGE), a SEC foi convencida de que a melhor alternativa para manter a igualdade de condições no processo seletivo seria o cancelamento das provas de todos os candidatos a vagas para física e química.

Em nota distribuída à imprensa, a SEC informou que houve atraso na distribuição das provas, sem especificar o que teria ocasionado o problema. No site da Consultec (www.consultec.com.br), um aviso publicado no domingo diz que alguns candidatos teriam causado tumulto diante do atraso e que por isso a aplicação das provas no Colégio Polivalente do Cabula teria sido cancelada. “Por atraso na distribuição do material de prova, alguns candidatos causaram tumulto impedindo a realização das provas, provocando, com isso, a suspensão da aplicação nesse colégio”, diz um trecho do aviso.

De acordo com o analista de sistemas, Valnei Batista, candidato a uma vaga como professor de física, a Consultec enviou provas para vagas de assistente administrativo para o local em que os candidatos fariam provas para vagas de professores de física e química. “Não havia a menor condição psicológica para se fazer a prova 2h30 depois. Agora, para mim o maior prejuízo é a perda da credibilidade deste processo seletivo”, lamenta.

De acordo com o advogado especialista em concursos públicos, Waldir Santos, a decisão tomada pela SEC é a melhor dentre as opções disponíveis. “Não se trata de um erro proposital, aconteceu por incompetência mesmo”, pondera, lembrando que os prejuízos causados aos candidatos são altos. “A lei deveria responsabilizar os organizadores e cobrar deles o prejuízo”, diz.

A outra crítica do especialista é direcionada à SEC, por ter optado pela seleção pelo Regime Especial do Direito Administrativo, no lugar do concurso público. “É uma decisão de não respeitar a regra constitucional, que estabelece o concurso público”, afirma. Ele lembra que o Estado poderia ter relocado aprovados no último concurso.

Fonte: atardeonline

 

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